Domingo é dia deles e resolvi homenageá-los fazendo uma entrevista com novos pais, o primeiro é o Daniel, pai da Beatriz, uma bebêzinha linda de quase 5 meses e marido da Denise, que também é colaboradora do Blog…
As principalmente questões eram “Ser Pai” e o “Papel do Pai”… Confiram o a entrevista!
Entre Mães – Como foi receber a noticia que você seria Pai?!
Daniel -Acho que para dar a resposta correta, preciso contextualizar o momento em que soube que ia ser pai. Era 2011, iámos casar em Novembro. Em Julho, a Denise (minha atual esposa) veio me dizer que achava que ia ficar barriguda! Claro que o primeiro sentimento que veio à cabeça foi o “medo”. Medo entre aspas, pois viriam uma série modificações em nossas vidas. Por sinal, mais mudanças ainda, já que nesse ano casaríamos e moraríamos juntos. A Beatriz sempre foi planejada. Acho que até antes do casamento. Sou louco por criança. Sempre fui. E claro, sempre quis ter a “minha criança”. E agora seria a oportunidade. A tensão e aflição tomou conta de mim (e da Denise também) até que confirmamos a gravidez. Tivemos a todo momento suporte total de nossa família e isso, com certeza, tornou tudo mais fácil. O sentimento de saber que vai ser pai é algo insano. Uma chuva de emoções boas de uma vez só.
Entre Mães – Como foi para você passar pela gestação? Você já se sentia Pai? Existia alguma coisa que você fazia que acentuasse esse sentimento de “ser pai”?! Ou esse sentimento só aflorou com o nascimento? Daniel – Ver a barriga da Denise (que por sinal era linda!) crescendo não tem como não se emocionar. Ainda mais sabendo que “ali dentro” esta uma criança fruto do nosso amor. Todos me falaram para curtir muito o momento. E foi o que fiz. Curti o barrigão da Dê e sempre estava ao seu lado, ora fazendo carinho, ora tentando ouvir a pequena, ora conversando com a nossa pequenina. Eu já me sentia pai sim. Pai na responsabilidade, nos cuidados e no dia a dia. Mas ainda não era o pai “de verdade”…
Entre Mães – Depois do nascimento, como foi a sensação de realmente “ser pai” ? Existiu algum momento onde esse sentimento se consolidou?!
Daniel – Acho que me tornei pai, de verdade, quando vi a Beatriz pela primeira vez, ali, na mesa de cirurgia, toda “sujinha” e berrando horrores. Se quando soube que ia ser pai, tive uma chuva de sentimentos, nesse momento é como se o tempo parasse, passasse um filme na tua vida, e aquela chuva de sentimentos viesse como um temporal. Chorei, claro. Inclusive está gravado no vídeo que fiz do parto (hahaha). Assim, quando a vi, a peguei no colo pelo primeira vez e a levei para a Denise ver, me consolidei como pai. Tinha lido (ou conversado com alguém) que para o pai, muitas vezes, quando se vê o filho é que cai mesmo a ficha. Pra mulher, como tu mesmo disseste, já começa quando se descobre a gravidez. Nós, pais, por mais babões e conscientes se que sejamos, quando temos o contato direto com o filho, o sentimento muda.
Entre Mães – Como é o dia a dia? Ajudas a mamãe? Trocas fralda, banho coloca pra dormir? O que vc “tira de letra” e o que “causa maior temor”?
Daniel – Para responder essa pergunta, preciso exaltar a excelente mãe que é a Denise. Acho que a Beatriz não poderia ter melhor. Eu tento ser o mais participativo possível. Sempre ajudo a Denise no que for preciso. Auxílio sim no banho, faço dormir… A questão de fraldas, já troquei sim. Mas ultimamente quem tem trocado é a Denise. Que por sinal, está muito prática! Acho que fazer dormir, eu poderia dizer que tiro de letra. Sempre digo que quando descobri que seria pai, minha paciência elevou ao nível máximo. E acho que por isso suporto muitas vezes as manhas da pequena e isso ajuda na arte de fazê-la dormir. Quanto ao que causa mais temor, acho que nada teria esse nível de “medo”. Claro que há coisas que me deixam mais tenso em fazer com a pequena, mas sou feliz em dizer que a vida, ou a Beatriz, como queiram, me ensinou muito nesses quase 5 meses de vida.
Entre Mães- E agora, meses depois do nascimento, vendo ela crescer dia a dia, como você vê o seu papel como pai?
Daniel – Eu sou uma apaixonado pela minha pequena. A Denise esses dias falou algo que descreve o sentimento que sinto no momento: um amor que doi. Não imaginei que conseguiria amar tanto uma pessoa em tão pouco tempo. Sempre que olho pra minha pequena, dá aquele aperto no peito. Mas é de orgulho. E quanto ao meu papel de pai, penso nisso sempre. Imagino o que terei que fazer para dar uma grande educação pra ela, coisas que ensinarei, intruções que passarei, influências que terei em sua vida. Algo que sempre tive em mente, desde o começo, foi: queria ser um bom pai pra Beatriz. E é esse objetivo que tenho de agora em diante.
Parabéns Daniel e Feliz Dia dos Pais a todos os Pais…..


